Sensibilização e acessibilidade no mercado de trabalho de PCD

Sensibilização e acessibilidade no mercado de trabalho.
<> Todo brasileiro é contemplado com o direito constitucional de exercer amplamente sua cidadania, possível por meio de moradia digna, igualdade, liberdade de locomoção, exercício de atividade remunerada, entre outros.
No tocante à pessoa com deficiência, os artigos 1°, 2°, 7° da Constituição Federal, proíbem explicitamente a discriminação em relação ao acesso à oportunidade de trabalho e à remuneração. No entanto, o cenário nacional apresenta diversos entraves e, por vezes, demonstra a insuficiência do legislativo e a negligencia governamental, que não realiza fiscalizações e autuações com a constância prevista pela Lei de Cotas.
Desta forma, as dificuldades da pessoa com deficiência só se agravam e se multiplicam. Estar integrado ao mercado de trabalho é, para todos nós, exercer uma atividade produtiva remunerada, adquirir poder de consumo, criar novas relações interpessoais e aumentar a sensação de pertencimento social. Tolher algum destes aspectos da vida de uma pessoa, é impossibilitar o pleno exercício de sua cidadania e contribuir para a fabricação de uma sociedade cada vez mais opressora e excludente.
No contexto atual, a pessoa com deficiência enfrenta uma sequência diária de desafios para participar de forma economicamente ativa no país. O primeiro deles é o ingresso no mercado de trabalho, no qual reverberam preconceitos acerca de sua qualificação e capacidade produtiva. Transposta essa barreira inicial, segue-se a batalha rotineira para se locomover até o ambiente corporativo e para atuar nele de forma inclusiva, ou seja, contando com o suporte de gestões sensibilizadas e espaços físicos adaptados.
Um estudo realizado em 2016 revelou que 62% dos profissionais com deficiência já enfrentaram algum problema no local de trabalho. Para 66 % dos entrevistados, a primeira dificuldade é a escassez de ofertas e a segunda, é vencer os preconceitos durante o processo seletivo. Também foi possível verificar que, uma vez contratados, 16% lida com a falta de acessibilidade.
Gestões inteligentes e sensíveis, que querem criar um amanhã próspero para seus modelos de negócios, precisam assumir seu compromisso social e seu engajamento com causas e movimentos minoritários. Afinal, as marcas já estão preocupadas em eliminar preconceitos de seus discursos, em valorizar pequenos produtores e alimentos orgânicos e criar processos e embalagens mais sustentáveis. Por que não investir em uma equipe profissional altamente produtiva e que agrega valor à imagem e ao cotidiano empresarial?
A adoção de uma atitude mais consciente demanda a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a criação de espaços acessíveis.
Sendo acessibilidade, como estabelecido pela Lei n° 10.098, de dezembro de 2000, a eliminação de obstáculos e a implantação das condições necessárias para a locomoção segura e autônoma de pessoas com deficiência nos espaços, mobiliários e infra-estruturas da edificação.
<>Assegurar rampas de acesso, sinalização tátil, sonora e visual em corredores, elevadores e equipamentos de trabalho, e fazer adequações em salas e banheiros garante o cumprimento do dever legal e o conforto, independência e segurança do profissional com deficiência.
Tecnologias não faltam para garantir o bom desempenho dessas pessoas. O que falta, são organizações dispostas a estabelecer ambientes de inclusão, em que o local de trabalho é sensível à diversidade e, principalmente, acessível, permitindo o exercício assertivo e produtivo da atividade do profissional com deficiência.
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